Educação

Henri Wallon e sua Teoria na Psicologia da Educação- Conceitos, Ideias

Teoria de Henri Wallon na Psicologia da Educação – Henri Wallon na pedagogia

 Henri Wallon nasceu e viveu na França entre 1879 e 1962.

 Em 1994 um grupo de alunos recém formados e alguns professores do núcleo de estudos, pós- graduados em psicologia (PUC – São Paulo) interessados na teoria de Wallon, criaram um livro básico dessa teoria para orientar a graduação de psicologia e pedagogia.

Essa teoria oferece uma visão integrada do aluno: o desenvolvimento concomitante do cognitivo, do motor e do afetivo.

Segundo Henri Wallon os conhecimentos da psicologia podem enriquecer a educação vinculada também à biologia e sociologia.

 Devido sua vivência na primeira e segunda guerra, observou os processos psíquicos resultantes das lesões orgânicas e a necessidade da escola trabalhar os valores do indivíduo, o que o levou a participar da reforma completa do sistema educacional francês.

Wallon começou com estudos relacionados a psicopatologia numa pesquisa com crianças resultando no livro L’Enfant Turbulent (1925).

Henri Wallon fez seus estudos a partir de comparações entre semelhanças e diferenças entre crianças normais e patológicas.

Nessa teoria existem três leis reguladoras para a seqüência dos estágios:

1- Lei de alternância funcional, onde ao movimento predominante ou é para dentro, para o conhecimento de si, ou para fora, para o conhecimento do mundo exterior

2- Lei de predominância funcional, onde fica evidente o qual predomina em um estágio é o motor, afetivo ou cognitivo, embora continuem nutrindo-se mutuamente, e o amadurecimento de um interfere no amadurecimento do outro, sendo que  aproximando as duas leis, quando a direção é para si mesmo (centrípeta) o predomínio é do afetivo: quando é para o mundo exterior  (centrifuga), o predomínio é do cognitivo.

3- Lei da integração funcional, caracterizando esta seqüência de estágio como uma relação hierárquicos sendo os primeiros estágios mais simples evoluindo para os mais complexos, conforme o meio e o sistema nervoso (biológico).

4-  Inicialmente (1ª infância) o fator motor, afetivo e cognitivo reage como um todo sem interesse aos estímulos internos e externos (de forma sincrética), numa fusão, sem separar o eu do outro, diferenciando aos poucos, a partir do esforço da criança, ficando mais precisa, mais clara, se adaptando as exigências do meio e as intenções da criança, tornando-se capaz para responder a situações variadas.

5-  Dentro deste aperfeiçoamento e desenvolvimento do fator motor, a criança vai percebendo a função e relação de cada parte do seu corpo e objetos que a rodeiam.

6- O afetivo se origina nas sensibilidades internas (vísceras e musculares), atividade generalizada do organismo que junto com sensações vividas do exterior se transforma em sinalizações afetivas específicas (alegrias, tranquilidade, medo), bem-estar ou mal-estar.

7-  A criança vai organizando as informações globalizadas (sincretismo) vindas do meio e da presença do outro e de seu organismo e tomando consciência de si, com valores, afetos, idéias, culturas, entre outros.

8-  A presença do outro, garantirá a sobrevivência física e cultural da criança adquirida gradualmente através dos recursos intelectuais conquistados.

9- A integração motora, afetiva, cognitiva e a pessoa são efetivas se separando apenas para a descrição do processo.

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