Lição de casa

Linguagem na Filosofia: Relação com filme “A Origem” e a Comunicação

Voltando um pouco na história da humanidade podemos encontrar muitos tipos de linguagens diferentes com funções ainda mais diversas. Mas afinal, qual é a influência da linguagem no nosso modo de vida? Muitos estudiosos tentam responder essa questão e felizmente já possuímos algumas teorias.

Para ingressar neste universo precisamos ter em mente que todos os tipos de linguagem são formados por um conjunto de símbolos ou sinais, independente de sua finalidade. Antes do surgimento da linguagem escrita a oralidade era usada para a disseminação de ideias e os símbolos eram os próprios objetos ou coisas descritas. Esse tipos de linguagem é chamado de ação, já que remete a uma reação imediata.

Quando o homem criou o alfabeto, as palavras e depois a imprensa, a linguagem perdeu esse caráter passando a ser classificada como reflexiva já que levava o homem a uma análise minuciosa do que é lido. Como resultado nós temos o a disseminação de conceitos científicos e filosóficos a um público muito maior.

O surgimento da democracia informacional atribuído ao desenvolvimento tecnológico possibilitou ainda que o homem fizesse alterações significativas no ambiente, no seu grupo social e por que não no mundo. Além de determinar o real ele pôde alterar a si mesmo criando uma identidade baseada nas suas experiências e nas experiências compartilhadas pelos outros.

Se por um lado a linguagem nos permite criar vale lembrar que ela é também limitadora quando usada para definir o mundo a partir de padrões e conceitos pré-estabelecidos que muitas vezes partem de um único observador e suas perspectiva. O real é relativo e a linguagem pode nos impedir de enxergar isso.

Não é o que acontece com o filme “A Origem” de Christopher Nolan. Em busca de seus objetivos no mínimo abstratos, as personagens rompem com a linha tênue que separa o real do ficcional. É claro que não passamos a acreditar que o que acontece é real, mas por pelo menos por alguns minutos buscamos soluções para problemas tidos como impossíveis no nosso mundo e mais do que isso, tentamos entender filosofias criadas pela ficção e achar nela uma lógica que não siga os parâmetros de nosso mundo.

Cena do filme “A Origem”.

A estética narrativa chega a ser prejudicada (muitas pessoas não entendem o filme) em defesa de uma tese que é afirmada com tanta firmeza e veracidade que chega a nos parecer possível.

Além de impedir que a linguagem crie barreiras para a reflexão, “A Origem” nos faz refletir sobre o poder das ideias e de como elas influenciam nossas ações. Com a prerrogativa de que ao compartilhar seus sonhos você corre o risco de ser escravizado pelos sonhos dos outros, ela nos propõe um discurso a respeito da eficiência dos sistemas democráticos e coletivos. Será que votamos realmente em quem queremos ou somos levados pelos anseios dos outros a agir de forma contrária a nossas opiniões? E as tendências, coisas tidas como “moda”. Será que elas são realmente as favoritas da maioria ou foram inseridas na massa através da preferência da minoria que tem voz?

Isso confirma a teoria de que a o seguirmos modas agimos pelo subconsciente e este nem sempre representa nossas opiniões e sonhos individuais. Neste caso a linguagem cumpre seu pior papel, o de filtro limitador de sonhos e da realidade pautada em observações e perspectivas próprias.

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