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Resumo do Documentário Muito Além do Peso

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Título original: Muito Além Do Peso

Direção: Estela Renner

Gênero: Documentário

Nacionalidade: Brasil

Ano: 2012

O documentário Muito Além do Peso mostra a obesidade infantil por diversos pontos de vista, por meio de depoimentos de crianças, pais, profissionais e dados estáticos. A reflexão é contínua e necessária, pois, ao longo do documentário, nota-se como funciona a lógica do mercado de produtos alimentícios, e as consequências na saúde das crianças.

DEPOIMENTO DAS CRIANÇAS

Yan é um menino de 4 anos, que vive em Careiro do Várzea, Amazonas. Ele sofre de problemas no coração e no pulmão. O menino chora muito até conseguir o que quer. Ele gosta de comer batatas industrializadas e beber refrigerantes. Apesar da tentativa dos pais em controlar a alimentação do filho, eles não dão o exemplo de uma alimentação saudável.

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Rebeca mora em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Ela tem 11 anos, e apresenta diabetes tipo 2, causado pela obesidade. Ela conta no documentário a rotina de exames e injeções. Fazer teste sanguíneo para medir a concentração de açúcar, e, em seguida, aplicar insulina na região da barriga. Esse processo deve ser realizado três vezes ao dia, todos os dias.

Acima do peso, Leo tem colesterol alto e reclama de cansaço nas pernas. O menino tem 9 anos, gosta de comer hambúrgueres, batata frita e beber refrigerante. Ele se sente sozinho, pois não tem amigos. Conta, também, que só há uma aula de Educação Física na escola.

Em São Paulo, capital, a jovem Camila, de 8 anos, decidiu perder peso. Ela e a mãe contam que a decisão partiu da menina. Camila diz que ficou impressionada ao assistir um programa de televisão que falava sobre obesidade na sociedade moderna. Ela conta que sentiu nojo do próprio corpo.

Na capital do país, Camila, de 12 anos, diz que não tem como competir salgadinho, refrigerantes e outros produtos alimentícios industriais com frutas e legumes. Ela afirma que os produtos industriais são mais gostosos que os naturais.

Erick tem 4 anos, apresenta triglicérides aumentado. Victor tem 10 anos, apresenta colesterol alto. Os dois meninos são de Campo Maior, Piauí. Eles contam que, assim que abrem, comem um pacote de bolacha recheado inteiro.

Em Breves, Pará, Guilherme, de 6 meses, sofre com alergias. A mãe o amamenta com uma frequência baixa. Ela costuma comprar leite em pó industrial para dar ao filho. Além disso, a mãe de Guilherme diz que associa criança gorda com criança saudável.

DEPOIMENTO DOS PROFISSIONAIS

Segundo Ann Cooper, chef e educadora, antes da Segunda Guerra Mundial as pessoas preparavam o próprio alimento. Porém, quando a Guerra acabou, a tecnologia criada tinha que encontrar um lugar rentável. Uma das alternativas foi a criação da indústria de alimentos processados.

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O sociólogo mexicano Alejandro Calvillo diz que a criança não vê um lugar de comer, mas enxergam um lugar de diversão nos restaurantes fast food, devido ao grande número de brinquedos, personagens e cores alegres relacionados ao local. Além disso, quando a criança encontra um colega com um brinquedo oriundo de uma rede de fast food, ela também vai querer o mesmo brinquedo, ela não quer se sentir excluída.

Rizzatto Nunes, desembargador do tribunal de justiça e especialista em Direito do Consumidor, afirma que desenhos animados e personagens de filmes associados aos brinquedos e aos produtos alimentícios é uma estratégia injusta. A publicidade infantil é abusiva, pois aproveita a inocência das crianças para a venda de produtos, que muitas vezes fazem mal à saúde.

Além disso, Rizzatto Nunes diz que não se deve culpar os pais pela situação de não poder controlar o consumismo dos filhos. É uma guerra suja, pois além da pressão e exigências do trabalho e as despesas de casa, os pais têm que atender os anseios dos filhos. Anseios adquiridos do bombardeio que os filhos sofrem da mídia. A proibição da publicidade infantil eliminaria um dos inúmeros problemas que os pais enfrentam.

Em contrapartida, o publicitário Adilson Xavier diz que os pais que não controlam seus filhos são fracassados. A proibição da publicidade infantil seria uma espécie de censura, algo que deve ser evitado numa sociedade democrática e neoliberal. Além disso, o publicitário acha que é contraditório proibir a propagando e não proibir a produção.

Susan Linn, psicóloga e educadora, afirma que a publicidade enfraquece o brincar criativo. Os brinquedos mais vendidos são normalmente ligados à mídia. São, também, brinquedos computadorizados, a criança aperta um botão e o brinquedo faz tudo por ela. Desse modo, o brinquedo vai perdendo o interesse, e depois de um tempo, a criança pede aos pais outro brinquedo.

O médico endocrinologista Amélio F. De Godoy Matos diz que a obesidade é uma pandemia moderna, que está diretamente associada ao diabetes, às doenças cardiovasculares, ao câncer e à depressão. Danielle Andreoni, médica endocrinologista, conta o caso de uma menina de 9 anos com 62 kg, hipertensa, diabetes tipo 2, colesterol alto e triglicérides elevado.

DADOS ESTATÍSTICOS

As principais causas de morte nos EUA são doenças cardíacas, cânceres, derrame e diabetes. Todas essas doenças são consequências de uma dieta desequilibrada e da obesidade.

A porcentagem de crianças com obesidade e sobrepeso nos EUA, na Austrália, no Reino Unido e na Argentina é acima de 24%. A porcentagem no Brasil é entre 18% e 24%. Na Rússia e na França, entre 12% e 18%. Na Turquia, entre 6% e 12%. Na China, abaixo de 6%.

No Brasil, 33,5% das crianças sofrem de sobrepeso ou obesidade.

O consumo excessivo de açúcar contribui para a morte de 35 milhões de pessoas por ano no mundo. O equivalente à população do Canadá.

Por dia, as crianças brasileiras passam em média 3 horas na escola e 5 horas em frente à tv.

Crianças com sobrepeso aumentam o consumo de alimentos junk food em 134% quando exposta à sua publicidade.

A cada 5 crianças obesas, 4 permanecerão obesas quando adultas.

Nos EUA, U$ 51 milhões é o valor gasto pelo governo federal para divulgação de hábitos alimentares saudáveis e exercícios físicos. Enquanto U$ 1,6 bilhões é o valor gasto pela indústria alimentícia em marketing de produtos hipercalóricos e pouco nutritivos.

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56% dos bebês tomam refrigerante frequentemente antes do primeiro ano de vida.

O documentário Muito Além do Peso apresenta muitas outras informações, depoimentos e entrevistas. Há, também, dinâmicas com crianças, cenas mostrando propagandas e como funciona o processo de produção de alimentos industrializados (salsicha, por exemplo).

O documentário Muito Além do Peso faz com que as pessoas reflitam sobre a saúde das crianças, a permanência ou não da publicidade infantil, e mostra diversas opiniões de especialistas no assunto. A emoção é algo que vai estar presente do começo ao fim.

Escreva seu comentário sobre o resumo do documentário Muito Além do Peso.

FONTE: Muito Além Do Peso (documentário), direção de Estela Renner, 2012.

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