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Revolução no Egito: Entenda por que 2011 ficará na História do País

            A Revolução do Jasmin, realizada na Tunísia e que pôs fim a ditadira de Zine El Abidine Ben Ali, atiçou o espírito democrático domundo árabe, especialmente no Egito.

           O país está vivendo uma espécie de Revolução que pede a renúncia de Hosni Mubarak de 82 anos. Iniciados em 25 de janeiro, os protestos que eclodiram na região já deixaram mais de 297 mortos.

            A Irmandade Muçulmana, oposta ao governo havia reforçado que seus representantes fariam “legítimas e justas” exigências na reunião com Suleiman e insistiriam na saída imediata do presidente Hosni Mubarak.

            O vice-presidente  Omar Suleiman negou-se a assumir os poderes de Mubarak, que já anunciou que nem ele nem seu filho disputarão um novo mandato em setembro. Mesmo sem disputar, o ditador não parece ter a intenção de sair do poder.

            Neste domingo Omar Suleiman convocou uma reunião com representantes da oposição para discutir a crise política do Egito. Um dos acordos firmados foi a criação de uma comissão que realizará algumas reformas constitucionais.

           Estavam presentes no evento a Irmandade Muçulmana, um grupo de intelectuais, o magnata Naguib Sawiris e dirigentes de outros partidos opositores, como o liberal Wafd e o esquerdista Tagammu.

            Houve também um acordo sobre uma transição pacífica do poder embasada na Constituição e a abertura de um escritório que receberá queixas de presos políticos.

           De Munique a secretária de Estado Hillary Clinton demonstrou apoio à participação da Irmandade Muçulmana no conflito. Segundo ela o grupo está envolvido nos diálogos estimulados pelo próprio governo norte-americano. Mesmo assim, acha por bem esperar e ver qual será o desfecho das negociações.

            Mas a reunião histórica não foi suficiente e o povo ainda não está satisfeito. Nesta terça-feira (08) milhares de egípcios promoveram um grande protesto na praça Tahrir, no Cairo, deixando bem clao que rejeitam as medidas tomadas pelo governo. Como resposta, 34 presos políticos foram libertados.

            Mesmo temendo que extremistas tomem o poder após uma eventual queda de Mubarak, o governo começa a fazer concessões. Resta saber se o povo conseguirá conquistar a tão sonhada democracia!

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4 Comentários

  1. stefany souza disse:

    eu queria saber qual foi a origem dessa revolta e os efeitos causados
    obrigado.

    • Graci disse:

      A origem da Revolta foi o fato de Mubarak, aos 82 anos de idade, dizer que não iria concorrer às eleições alegando problemas de saúde. Para continuar no poder por debaixo dos panos, ele bancaria a candidatura do filho Gamal Mubarak, também do partido PND.
      O povo se sentiu enganado e foi às ruas em ato de protesto.
      Após violentas manifestações e muitas mortes, Mubarack renunciou e o Egito será assumido por um governo provisório até que um novo governante seja eleito.
      A Constituição também será alterada, o que em tese, aumentará a participação do povo na vida política do país.
      O futuro do Egito ainda é incerto, mas se tudo correr bem, os efeitos da Revolução serão os esperados: liberdade e democracia.
      Espero ter ajudado!!!
      Graci

  2. Lucas disse:

    se nao for pedir muito..gostaria de saber quais os comparativos entre a rev francesa e essa que esta acontecendo no egito…

    desde ja, Grato >:D

    • Graci disse:

      Revolução é sempre uma Revolução. Como na Revolução Francesa, o povo foi às ruas até conquistar a liberdade.
      Eu acredito que seria mais certo comparar a Revolução da Tunísia com a Revolução Francesa já que ambas desencadearam uma série de revoluções em seu continente. A França foi precursora de uma série de revoltas pela Europa e a Tunísia encorajou países como o Egito e agora a Líbia.
      Espero ter ajudado!!!
      Graci

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