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Curiosidades

Saiba Tudo Sobre a Rua chamada Vinte e Cinco de Março em São Paulo

        

                                          RUA VINTE E CINCO DE MARÇO

          “25 de Março Mão-de-obra da Turquia Levanta-se muito cedo Quando ainda não é de dia”(versos de “Bazares”, Composição de Adoniram Barbosa).

           História da rua 25 de Março, no centro de São Paulo, frequentada por Paulistanos, Turistas e Sacoleiros, é mais do que uma rua de comérco popular e atacadista. Um aglomerado de compra e vendas, onde muitas lojas atraem consumidores buscando preços acessíveis e variedades.

          Com lojas em toda redondeza, em vias paralelas e transversais, a região é considerada o maior shopping center aberto do mundo pela concentração de estabelecimentos comerciais, números de clientes, volume de mercadorias e de capitais que circulam por lá diariamente. Com consumidores de todos lugares, desde o interior de São Paulo, outros estados, turistas e sacoleiros que se acotovelam nas calçadas e lojas, procurando artigos de armarinhos, bijuterias, tecidos, roupas de cama, artigos para confecção de bonecas, artigos e fantasias para todos tipos de festa. decoração, flores artificiais, sapatos, tapetes, cortinas, e muito mais.

 

 

          A fama da “vinte e Cinco”como é chamada popularmente já chegou em países do mercosul e africanos de lingua Portuguesa. Se procurarmos saber da história da região, veremos que as atividades ali sempre estiveram voltadas para o comércio. O Rio Tamanduateí tinha vários portos, sendo que o mais movimentado era o Porto Geral, cujo nome ainda se mantém na ladeira Porto Geral, que ligava o rio à colina onde foi fundada a cidade. Por eles chegavam alimentos produzidos em chácaras nos arredores da capital, para abastecer o núcleo urbano.

         Devido os trabalhos de retificação, em meados do século XIX, o trecho do Tamanduateí conhecido como “Sete Voltas”desapareceu. A via que margeava o rio e a colina era chamada de Beco das Sete Voltas. Posteriormente, por causa de sua localização em relação à colina, passou a ser chamada de Rua de Baixo, recebendo posteriormente oficialmente o nome de Rua Vinte e Cinco de Março, em 1865, data da primeira constituição do Brasil, outorgada por Dom Pedro I em 1824.

          Em 1867, um mercado construído na rua 25 de Março passou a abrigar o comércio de alimentos. No mesmo ano foi inaugurado a linha férrea da São Paulo Railway Company, passando pela região, estimulando mais ainda o crescimento do comércio da região. Chegavam por elas produtos importados da Europa, desembarcados no Porto de Santos. A partir das últimas décadas do século XIX, com a chegada de muitos imigrantes, comerciantes Italianos, Espanhóis, Portugueses, Libaneses e Sírios iniciaram seus pequenos negócios no mercado. O italiano Francesco Matarazzo, maior industrial do Brasil no início do século XX, começou o seu império vendendo banha de porco enlatada, em um cômodo do mercado novo da 25 de Março, construído na esquina com a atual ladeira General Carneiro. Aos poucos, alguns imigrantes deixaram a região , ficando os libaneses e Sírios abrindo caminho para a chegada de mais compatriotas

 

 

          Muitos imigrantes atuavam com mascates. Os fregueses  chamavam-os de “Turcos”, sem saber sua verdadeira nacionalidade. Na década de 20, muitos libaneses e Sírios tinham comércio atacadista especializado em tecidos e armarinhos, onde os clientes buscavam as mercadorias para revendê-las.

          A arquitetura da região foi definida pela presença do comércio. Era comum na época construírem sobrados com grandes salões no térreo para instalarem lojas, com moradia dos comerciantes no andar de cima. Vários prédios se mantiveram apesar do processo de verticalização da região central, guardando parte da memória da 25 de Março. Por seu valor Arquitetônico e histórico foram tombados pelo Conpresp através da Resolução no 17/07.

          Sírios e Libaneses continuam ativos na região, estando presente nos nomes das ruas, no “Monumento à amizada Sirio-Libanesa” da Praça Ragueb Chohfi e nos restaurantes de comida Árabe, com suas esfihas, quibes, quitutes, tão paulistanos como empadinhas de frango. A rua 25 de Março está tão ligada aos imigrantes da lingua Árabe que o dia 25 de março foi oficializado como o dia Nacional da Comunidade Árabe.

          Novos rostos e linguas chegaram à região, como coreanos, chineses, bolivianos, se fixando como camelôs ou lojistas tentando repetir o que aconteceu no passado com os outros imigrantes, lutando, trabalhando e crescendo. Adoniram Barbosa enalteceu em seus versos da música “Bazares” o segredo do trabalho e da dedicação das gentes vindas de todas partes do mundo, fazendo da Rua Vinte e Cinco de Março a cara de São Paulo.

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1 Comentário

  1. Rua 25 de Março – A rua de maior movimento de comércio do Brasil é romance de Hermes Machado no livro Vitória na XXV: pirataria, conluios, falcatruas, perseguições, concorrências desleais e contrabandos são alguns dos segredos desvendados na trama

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