Comportamento

Trabalho na Filosofia: História, Idade Média, Moderna, Séc. XXI e mais

O Trabalho pode ser definido como a energia ou capacidade que o homem tem de transformar o mundo a sua volta e/ou obter aquilo que deseja. Essa transformação é operada através do esforço (físico ou mental) o que explica a origem da palavra trabalho que vem do latim tripalium, designação de um tipo de instrumento de tortura.

Durante os diversos períodos da História o trabalho recebeu significados bastante distintos. Na Grécia Antiga ele tinha uma conotação pejorativa, onde o homem que trabalhava era visto como inferior ao que vivia no ócio. Na cidade-Estado de Atenas, por exemplo, a escravidão era um elemento mantedor da Democracia e só realizavam trabalhos manuais os não-cidadão, que não participavam das decisões políticas e nem tinham direito de opinar.

Na Idade Média as condições de trabalho dos servos e camponeses eram desgastantes, o que dava ao trabalho um ar de punião e por que não de sacrifício. O que mantinha os homens no cumprimento de suas funções era a fé de que trabalhando eles obedeciam aos princípios da fé cristã uma vez que a Bíblia diz: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem.” – Sl 128.2. Eles criam que trabalhando e levando uma vida de privações garantiriam seu lugar no Paraíso.

Já na Idade Moderna a expansão das religiões protestantes fez com que o trabalho passasse a ser visto com enobrecedor. Além de sustentar o estilo de vida burguês, essa mudança de visão permitiu que o homem passasse a ter orgulho de seu trabalho e a exercê-lo com o respaldo de sua fé. Esse sentimento contribuiu com o renascimento do comércio e deu as bases necessárias para que o Capitalismo se desenvolvesse.

Com o surgimento das primeiras máquinas o trabalho artesanal passou a ser gradativamente substituído e a produção ganhou velocidade, o que permitiu a prática de estocagem e a ampliação dos mercados consumidores. Assim surgiam as primeiras indústrias e com elas a rotina maçante das fábricas que distanciava cada vez mais o trabalhador do artesão, que conhecia todas as etapas do processo produtivo.

Hoje em dia podemos dizer que o trabalho mantém o significado que adquiriu na Idade Moderna, uma vez que ele concede ao homem autonomia, independência e a plenitude na sociedade. Para ter certeza basta recorrer ao modelo de homem de sucesso do século XXI: rico, cercado de mulheres bonitas e com um cargo de chefia numa grande empresa.

Não podemos negar também os efeitos negativos do trabalho e o ciclo vicioso que ele alimenta. Além de alienar as pessoas fazendo com que elas executem sempre as mesmas tarefas e se excluam dos outros setores de sua profissão, ele faz com que elas busquem um refúgio para a rotina conturbada em bens de consumo cada vez mais supérfluos. Assim os homens muitas vezes trabalham para pagar dívidas e quando elas são quitadas, começam a buscar um outro meio desnecessário de gastar o dinheiro que ganharam com tanto esforço.

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Assuntos do Artigo:
  • trabalho e filosofia idade media

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